
Dr. Lair Ribeiro: A Dieta Cetogênica é a nossa Herança Biológica e Ancestral
Dr. Lair Ribeiro discute a dieta cetogênica como o combustível ideal para o Genoma humano. Saiba mais sobre a proporção 70/20/10, o uso de órgãos (miúdos) na alimentação e os riscos da obesidade visceral (tipo maçã).
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A dieta cetogênica tem ganhado um espaço enorme nas discussões sobre saúde e longevidade, mas para o Dr. Lair Ribeiro, ela está longe de ser uma novidade passageira. Em entrevista à Leda Nagle, o médico reforça que esse modelo alimentar é, na verdade, a dieta para a qual o nosso Genoma foi desenhado.
1. O Genoma Humano e a Era Pré-Agricultura
O Dr. Lair Ribeiro explica que o Genoma humano praticamente não mudou nos últimos 20 mil anos. No entanto, a forma como comemos hoje é completamente estranha ao nosso código genético.
Nossos ancestrais eram nômades e não praticavam a agricultura. Isso significa que não havia arroz, feijão, milho ou soja. O consumo de carboidratos era mínimo. A alimentação baseava-se no que era caçado e coletado. Como as frutas silvestres eram raras e disputadas por animais (como pássaros), o que restava ao homem era a carne e, principalmente, as gorduras e as vísceras das presas [00:14].
2. O Resgate dos Miúdos e a Gordura Animal
O Dr. Lair faz um apelo pelo retorno ao consumo de órgãos — como coração, fígado, rim e muela. Ele relata que, em sua própria rotina, mantém o hábito de consumir esses "tira-gostos" ancestrais. As vísceras são as partes mais densas nutricionalmente de um animal e eram a primeira escolha dos caçadores-coletores [01:22].
3. Cetose: Gasolina Azul para o Corpo
A dieta cetogênica ideal, segundo o médico, segue a proporção de:
70% de gorduras saudáveis;
20% de proteínas;
10% de carboidratos.
Ao seguir esse protocolo, o fígado passa a produzir corpos cetônicos (acetoacetato, acetona e beta-hidroxibutirato). O Dr. Lair descreve os corpos cetônicos como "gasolina azul" — um combustível muito mais limpo e eficiente para o cérebro, coração e músculos do que a glicose, deixando menos resíduos metabólicos [03:08].
4. Obesidade Visceral e o Perigo do "Tipo Maçã"
Um ponto crucial da entrevista é a diferenciação entre os tipos de obesidade. A circunferência abdominal é um marcador de saúde muito mais prático e preciso que o IMC (Índice de Massa Corporal), que falha por não distinguir músculo de gordura.
Obesidade Tipo Pera: Gordura concentrada nos quadris e coxas. Embora esteticamente indesejada por alguns, não é maligna.
Obesidade Tipo Maçã (Visceral): Gordura concentrada na região abdominal (acima do umbigo). Esta é extremamente perigosa, pois os adipócitos viscerais são "selvagens" e liberam citocinas inflamatórias, tornando a obesidade uma doença inflamatória sistêmica [05:43].
5. Ciência e Evidência: O Poder da Metanálise
O médico encerra explicando a importância do rigor científico, destacando que a metanálise é o nível mais alto de evidência, pois agrupa diversos estudos para determinar a real eficácia de uma intervenção, dando muito mais poder estatístico aos resultados [08:08].
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